Thursday, March 17, 2005

Um vão desejo

Um vão desejo

O meu intuito era de ser poeta,
Mas nem sempre conseguia ter em mim as palavras,
O meu intuito era de ser sempre jovem, ser bem visto e sempre amado,
Mas um horizonte atropelou meus passos.

Os meus narizes, as minha dores, e até o meu soluço me serviram de abrigo
Mas eu nunca conseguir ser palavra.
Dormia com ela em sonhos,
Brincava com todas sem ao menos saber...

Despertava como se fosse criança
E todas as paisagens eram por mim contempladas,
Mas eu nunca conseguir ser poeta,
Era apenas eu e mais nada.

Cavei meu próprios buracos
Deitei na chuva, curvei minha fronte...
Beijei a mãos dos homens e dos ogros e dos que não são homens,
Compus minha primeira palavra: a poesia.

Mas apenas o meu desejo permanecia com o tempo
E nada mais conseguir além disso...
Hoje, apenas contemplo os outros
E os meus, permanecem calados e em silêncio.

O desejo de ser Poeta.

Emiriene Costa 17/03/2005

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