<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556</id><updated>2011-04-21T16:18:55.781-07:00</updated><title type='text'>Jornalista Meireles</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-112992585849949199</id><published>2005-10-21T13:15:00.000-07:00</published><updated>2005-10-21T13:17:39.013-07:00</updated><title type='text'>Em busca de um príncipe (des)encantado</title><content type='html'>Um dia pensamos que iremos encontrar o príncipe encantado, aquele que vem em um cavalo branco trazendo uma rosa na mão, com um sorriso maroto, falando da vida... Enchemos os nossos pensamentos com simbologias para adentrar no nosso imaginário de um mundo perfeito. Como se o amor estivesse atrelado a um conto de fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me pego a chorar assistindo a um filme com uma história a qual queria para mim... Às vezes não fazemos das nossas vidas um romance perfeito e nos espelhamos naquelas imagens cinematográficas, como se o mundo se resumisse a isso: uma tela em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos esquecemos que, horas depois, enxugamos as lágrimas e vemos que o sol nasce quadrado em muitos quintais, e sentimos o passar dos anos sem nenhum sinal daquele cavalheiro ao qual nos tirará e nos levara para vivemos uma linda história de amor... Tudo não passou de uma invenção para uma felicidade ilusória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos mudaram, as carruagens se desenvolveram, motorizaram o cavalo e o pintaram de negro, artificializaram as rosas. E o príncipe? Talvez tenha deixado ele partir-se sem perceber que as histórias são outras, contadas por homens e não só para adormecer as crianças. No fundo nós mulheres, nunca estamos preparadas para a chegada de alguém quel mudará o rumo de nossas vidas, porque imaginamos que essas coisas aconteçam da forma como roteirizamos, com um fundo musical perfeito para um encontro almejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que amamos platonicamente um personagem que inventamos para criar uma historinha a ser contada para nós mesmos. E nos esquecemos de que podemos amar demasiadamente o pipoqueiro, o ambulante, o jardineiro, o andarilho, seja ele quem for, porque para se viver uma linda história de amor não precisa-se de simbologias, mas consiste em olharmos até mesmo as imperfeições e amá-las como se isso fosse o prefacio de um longo livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-112992585849949199?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/112992585849949199/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=112992585849949199' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/112992585849949199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/112992585849949199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2005/10/em-busca-de-um-prncipe-desencantado_21.html' title='Em busca de um príncipe (des)encantado'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-112249071594422940</id><published>2005-07-27T11:56:00.000-07:00</published><updated>2005-07-27T11:58:35.950-07:00</updated><title type='text'>O trem e seus olhares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Adentro-me no trem e, inerte, observo os olhares daqueles que me cercam. Olhares prateados, luminosos, tímidos, cansados, transparentes, todas em suas singularidades.Cada um com uma tonalidade diferente, que olha o mundo de uma forma talvez incerta, às vezes certa (não sei)...Uns observam o nada, outros um livro... Alguns olhares procuram mulheres sinuosas, outros, as crianças. Eu procuro os olhares...Para tentar, quem sabe entendê-los, admirá-los, traduzi-los.Uns carregam dores, outros suas lembranças, seus problemas e até os sonhos, e o que lhes difere é que cada um se volta para uma certa direção...Olhos deficientes, olhos estrelas, olhos de mães...Olhos que aquele vagão carregava nos ombros, no mesmo compasso que passava nos seus trilhos...Tentei por muito tempo não fitar o meu próprio olhar... Atenta a tantas outras retinas que ali estavam, mas de repente deparei-me com o vidro do trem, olhei-me, olhei no fundo daqueles meus olhos negros, que como muitos, carregava tantas outras dores, tantos outros sonhos...Avisto a próxima estação, em poucos minutos irei perder alguns olhares, e minhas reflexões de uma viagem passageira, na certeza de que outros olhos virão a passar pelos meus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-112249071594422940?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/112249071594422940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=112249071594422940' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/112249071594422940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/112249071594422940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2005/07/o-trem-e-seus-olhares.html' title='O trem e seus olhares'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150498454752958</id><published>2005-03-22T07:23:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T07:45:50.046-08:00</updated><title type='text'>As meninas do assento etéreo</title><content type='html'>As meninas do assento etéreo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    à Vivian Zabotto e Thais Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, estavam elas, com as suas ancas sobrepostas ao chão... Cujas mãos declinavam para traz, firmando-se em seus assentos, alicerçando aquele espaço, de sonhos e palavras.&lt;br /&gt;Dias e anos se passaram, e ali, todas as noites elas estavam, enraizadas pela beleza e pelas suas grandes leniências, conduzidas a um só instante etéreo de pousar suas assas sobre o córrego dessas escadas.&lt;br /&gt;Em meio a cada degrau as tuas vozes e teus sorrisos que inebriavam aquele ambiente, sempre possuidoras de ramos e flores.&lt;br /&gt;Desconhecia os teus preceitos e os teus sonhos, desconhecia as tuas condutas e as vossas idades... Mas adimirava-as pelos caules amarronzados. E, podia todas as noites, tuas faces vislumbrar, quando o vento cálido aos teus galhos tocavam, sobre a magnitude, a conduta e os amores. Doces pétalas, doces criaturas, em sábia primavera.&lt;br /&gt;Eram apenas duas que ali estava, uma de olhar prateado, outra de face serena, uma esboçava um canto, outra tão meia e pequena, uma era rosa singela, outra lembrava jasmim, conhecedoras das mais diversas estações. E eu, sempre as encontrava sentadas a contar os contos, a ouvir os pássaros, a germinarem os frutos. Sem malícia, sem descrença, sem governo. &lt;br /&gt;Outrora oscilavam sobre a construção ainda inexistente, e os tijolos, ainda não postos, mas preparados estavam, para esse jardim... A idéia condescendente do assento das flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                           Por Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150498454752958?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150498454752958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150498454752958' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150498454752958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150498454752958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2005/03/as-meninas-do-assento-etreo.html' title='As meninas do assento etéreo'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150480593678069</id><published>2005-03-22T07:18:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T07:20:05.936-08:00</updated><title type='text'>Aí que fome de cabelo</title><content type='html'>Aí que fome de cabelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                              Por Emiriene Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa vida é mesmo muito engraçada. É sabido que falta comida no mundo, que a fome se alastra gradativamente, mas comer cabelo é o cúmulo do absurdo.&lt;br /&gt;Comer, degustar, apreciar, engolir, digerir, mastigar, sugar as substâncias capilares... Definições variadas para entender o ato.&lt;br /&gt;Na certa os comedores de cabelo, os denominados: tricofágos, acreditem que possam adquirir pela boca o que no cérebro não encontram. E vai ao ventre, e segue pelas entranhas estomacais, desce, sobe e faz digestão, até que outros bolos de pêlos se formem em suas vísceras. Vai nascer cabelo até na alma, quanta criatividade para combater a fome.&lt;br /&gt;Existem hoje em dia muitas pessoas que apreciam a boa comida, mas o que é a boa comida para os degustadores de cabelos? Cabelos loiros devem ter um gosto diferenciado dos ruivos e pretos. Mas e os pintados? E os tingidos, que gosto deve ter? Provavelmente o gosto da modernidade, do industrial, do capitalismo, e que decerto agradam o paladar de muitos.&lt;br /&gt;Que Fome Zero que nada, a onda agora é criar cabelos e comê-los, com tinturas ao molho. Então, cuidado cabecinhas de plantão, se seus fios capilares forem inadivertivelmente arrancados é hora de saber que os tarados ou esfomeados estão a solta.&lt;br /&gt;Precisamos protestar contra a fome no mundo, mas precisamos também conhecer a face dos trilomaníacos (arrancadores de cabelo), não queremos conviver com a nossa calvície, não queremos ver nossos preciosos fios nos pratos servidos como sobremesa na mesa de granfínos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150480593678069?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150480593678069/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150480593678069' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150480593678069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150480593678069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2005/03/que-fome-de-cabelo.html' title='Aí que fome de cabelo'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150790321523371</id><published>2005-03-17T08:10:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T08:11:43.216-08:00</updated><title type='text'>Um vão desejo</title><content type='html'>Um vão desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu intuito era de ser poeta,&lt;br /&gt;Mas nem sempre conseguia ter em mim as palavras,&lt;br /&gt;O meu intuito era de ser sempre jovem, ser bem visto e sempre amado,&lt;br /&gt;Mas um horizonte atropelou meus passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus narizes, as minha dores, e até o meu soluço me serviram de abrigo&lt;br /&gt;Mas eu nunca conseguir ser palavra.&lt;br /&gt;Dormia com ela em sonhos,&lt;br /&gt;Brincava com todas sem ao menos saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertava como se fosse criança&lt;br /&gt;E todas as paisagens eram por mim contempladas,&lt;br /&gt;Mas eu nunca conseguir ser poeta,&lt;br /&gt;Era apenas eu e mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavei meu próprios buracos&lt;br /&gt;Deitei na chuva, curvei minha fronte...&lt;br /&gt;Beijei a mãos dos homens e dos ogros e dos que não são homens,&lt;br /&gt;Compus minha primeira palavra: a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apenas o meu desejo permanecia com o tempo &lt;br /&gt;E nada mais conseguir além disso...&lt;br /&gt;Hoje, apenas contemplo os outros&lt;br /&gt;E os meus, permanecem calados e em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo de ser Poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa  17/03/2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150790321523371?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150790321523371/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150790321523371' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150790321523371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150790321523371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2005/03/um-vo-desejo.html' title='Um vão desejo'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150773021629952</id><published>2005-03-06T08:07:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T08:08:50.216-08:00</updated><title type='text'>A Roda-Gigante</title><content type='html'>A Roda-Gigante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo é grande &lt;br /&gt;E minhas sensações incertas,&lt;br /&gt;As vezes parece que meus pés estão tão soltos&lt;br /&gt;Em outra parece que nem os sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida parece uma escada de tempos,&lt;br /&gt;As vezes me vejo disperso,&lt;br /&gt;Em outra não vejo...&lt;br /&gt;E tudo se parece com um escárnio doce e seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo é muito pequeno,&lt;br /&gt;As vezes te vejo calado,&lt;br /&gt;Em outras sorri de mentira&lt;br /&gt;As vezes me encontro acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um aeroporto quadrado&lt;br /&gt;Que me deito quando estou dormindo,&lt;br /&gt;E desperto quando extasiado&lt;br /&gt;Subindo tranqüilamente, subindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo é muito volúvel&lt;br /&gt;Parece crescer sem parar,&lt;br /&gt;Parece pequeno e subo&lt;br /&gt;A rir, a sorrir, a cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150773021629952?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150773021629952/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150773021629952' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150773021629952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150773021629952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2005/03/roda-gigante.html' title='A Roda-Gigante'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150895417428802</id><published>2004-10-19T08:28:00.000-07:00</published><updated>2005-03-22T08:29:14.176-08:00</updated><title type='text'>Onde habitam os amigos?</title><content type='html'>Onde habitam os amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damos o mérito da amizade para aquelas pessoas que se mostram presentes, companheiras, cúmplices, prestativas. Mas existem aquelas que nem sempre estão presentes, nem sempre mandam notícias, nem sempre...Mas emprestam-nos os ombros mesmo à distância. Muitas vezes até em pensamento e que no fundo sabemos que ele existe e que tem um lugar especial reservado no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me pego a pensar naqueles amigos que algum dia disse-me ou fez algo que mudasse o rumo da minha vida. Penso em como eles estão agora separados por quilômetros de terra, asfalto ou uma infinidade de pegadas. Muitos estão registrados em fotos, outros em cartas antigas, alguns me vêm em sonho, outros em pensamento e suas imagens passam em minha mente como orações para que estejam bem. A minha gratidão e, sobretudo o meu desejo de falar-lhes o quão importantes são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde realmente habitam os amigos?Onde são suas moradas?Qual o endereço certo daqueles que já se foram, dos andarilhos ou até dos que cruzam o nosso caminho apenas uma vez na vida e que jamais os esquecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaram-me de uma nova maneira de encontrá-los, os novos, os velhos, os perdidos, os sem endereço, os fieis amigos. Uma casa da nova era, que a tecnologia inventou para suprir os nossos desejos modernos. O chamado Orkut. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bati na porta e de fato encontrei, depois do estrangeirismo, algumas figuras do coração. “Fico feliz em te encontrar aqui, bem vinda, agora podemos nos ver sempre”, alguém me disse e eu respondi com o mesmo fervor e alegria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvidas então surgiram se esse era realmente o lar, na ânsia de saber a resposta, fui pesquisar seus paradeiros, mas não encontrei seus rostos, nem suas identidades. Se o Orkut é realmente o habitat deles, onde estão aqueles que encontro apenas no lado esquerdo do peito? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150895417428802?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150895417428802/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150895417428802' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150895417428802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150895417428802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/10/onde-habitam-os-amigos.html' title='Onde habitam os amigos?'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150908856418863</id><published>2004-08-24T08:29:00.000-07:00</published><updated>2005-03-22T08:31:28.566-08:00</updated><title type='text'>Aquela criança em mim, quase esquecida</title><content type='html'>Aquela criança em mim, quase esquecida &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   "Ai que saudade eu tenho da aurora da minha vida, da minha    infância querida que os anos não trazem mais..."&lt;br /&gt;                  Casemiro de Abreu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca desejou crescer quando era criança? Aquela vontade louca de ser adulto, de alcançar a maior idade e viver a vida com liberdade. Para não escutar mais nossa mãe murmurando "isso não é conversa para criança", "é hora de criança dormir", "só quando você crescer, filhinho". E eu pensava nesse crescer que não chegava logo, para poder entrar nas conversas sem ser chamado, dirigir o carro conversível, sair sozinho, não ter hora pra voltar, ser in-de-pen-dente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso eu olhava atentamente meu pai se barbear e meu irmão que não largava o telefone, e eu não via a hora de ser grande e ser respeitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é verdade que eu sonhava em ser médico, mas nada foi como eu esperava quando eu finalmente cresci. Um dia, para a minha surpresa, num piscar de olhos, cansado de tanto esperar, estava eu, finalmente com meus 18 anos, e 23, e... Meu corpo foi se transformando, já podia votar em alguém que governasse meu país, me alistar no exército, ser o maioral...Foi assim que tudo aconteceu, fui atender a uma ligação e, com ela, vieram a responsabilidade, o trabalho, as contas a pagar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu sei que passei tanto tempo querendo ser grande que acabei esquecendo de ser criança. E, se eu não tivesse esse orgulho bobo, ou esse respeito, que tanto anos me custaram, eu certamente sairia pulando nas ruas, saltitando com as borboletas, subindo em árvores, brincaria de esconde-esconde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei que ser adulto seria emocionante, mas não é. Sinto que algo inocente e sapeca ainda pulsa dentro de mim, mas tenho receio de parecer ridículo, ou que me chamem de louco, ou que falem "como você é criança...". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que todos nós temos essa sensação de euforia, mas preferimos ser sempre tão somente sérios. E é por isso que os adultos olham para as crianças quase babando, desejando no fundo ser como elas. E, se me permitirem, ainda acho que a função dos adultos não é ensinar as crianças a serem adultas, mas deixar que elas sejam simplesmente crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150908856418863?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150908856418863/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150908856418863' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150908856418863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150908856418863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/08/aquela-criana-em-mim-quase-esquecida.html' title='Aquela criança em mim, quase esquecida'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150746053903830</id><published>2004-08-11T08:03:00.000-07:00</published><updated>2005-03-22T08:04:20.540-08:00</updated><title type='text'>Piedosas são as tuas mãos</title><content type='html'>Piedosas são as tuas mãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piedosas são as tuas mãos&lt;br /&gt;Que afagam o rosto enquanto lacrimeja,&lt;br /&gt;E se prende entre os arredores da boca que verseja&lt;br /&gt;Réstias de pensamentos guardados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho-te de longe, ô mão caridosa,&lt;br /&gt;Sinto-te de perto, estrela gloriosa,&lt;br /&gt;Mas não ouso ser teu servo&lt;br /&gt;Nem hoje, nem algum tempo guardado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torno-me um ventre e tu afagas,&lt;br /&gt;Torno-me alimento e tu me beijas,&lt;br /&gt;Torno-me mesmo assim um escravo,&lt;br /&gt;Em um trabalho em que tu estejas: guardado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tu não sabes que eu existo,&lt;br /&gt;E procuras aflita uma coisa qualquer,&lt;br /&gt;Sou teu poema e nisso não minto,&lt;br /&gt;Mão cálida resguardada de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista Meireles&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150746053903830?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150746053903830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150746053903830' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150746053903830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150746053903830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/08/piedosas-so-as-tuas-mos.html' title='Piedosas são as tuas mãos'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150917044286223</id><published>2004-07-12T08:32:00.000-07:00</published><updated>2005-03-22T08:32:50.443-08:00</updated><title type='text'>Onde fica o afetódromo?</title><content type='html'>Onde fica o afetódromo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, na sala de aula, a professora de Legislação e Ética nos perguntou como anda o afeto nos dias de hoje. A resposta é simples: não anda. É claro que eu não falei para ela, mas, talvez, se tivesse esboçado tal pensamento, ela entendesse minha descrença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando pelas ruas e vejo passos apressados, atropelamentos simultâneos e corporais que acontecem a todo instante, sem ao menos um pedido de desculpas. Olho pelas janelas das casas (e sei que é feio olhar), e o que encontro é uma televisão ligada que substitui a conversa casual com seus ensinamentos apáticos de consumismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais o vizinho, que vai à sua casa aos domingos à tarde, para lhe oferecer um pirex de doce ou saber se você está bem. Pois, os muros e os arranha-céus se encarregaram de pô-los a certa distancia e, de preferência, bem longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo a fila dos desempregados, mas não vejo a fila dos desafetos, acho que é porque o emprego ainda é uma utopia realizável. Leio currículos com qualidades mecânicas e vagas com pretensões de máquina. E sei que essa reflexão patética não me permite enxergar os corpos estirados nas camas de hospitais, nas quais seres humanos que mendigam, com os olhos, não entorpecentes, mais um remédio para a alma, um carinho, um afago que se esvaiu não sei em que ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez as guerras sejam conseqüência da escassez desse antídoto afetuoso, do cumprimento, do abraço, dos sorrisos, do beijo sem malícia, dos elogios e do bem querer. Sei também que as armas químicas servem para neutralizar os corações humanos e que as religiões fazem dos templos um mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acho que, diante a essa crise, haverá muitos canais televisivos anunciando produtos que curam esses males, (que muitos dizem ser o estresse, a "doença da nova era") com uma tarja amarela indicando: EXPERIMENTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi nessas minhas caminhadas alguém que falava de globalização, industria cultural e monopólio. Confesso que não sei o que tudo isso significa, mas acho que neles também deve haver alguma tarja amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessas minhas andanças ouvi e vi crianças mencionarem em alto e bom som, nomes que não tenho coragem de dizer-lhes, só sei que não eram elogios ou coisa parecida. Não sei com quem elas aprenderam, mas deve ter sido com os adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ligue para o 0800 e certamente encontrará pessoas afetuosas. Elas farão massagens no seu ego e lhe tomarão seu dinheiro. Talvez até levem com elas a sua dignidade, o seu amor próprio e as suas crenças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se você não acredita no afeto, lamento informar: você se estagnou, enquanto eu continuo andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor : Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150917044286223?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150917044286223/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150917044286223' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150917044286223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150917044286223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/07/onde-fica-o-afetdromo.html' title='Onde fica o afetódromo?'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150924196454110</id><published>2004-05-26T08:33:00.000-07:00</published><updated>2005-03-22T08:34:01.966-08:00</updated><title type='text'>Tribo, um artifício para a juventude</title><content type='html'>Tribo, um artifício para a juventude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clubbers, góticos, punks, corvos, metaleiros, hippies, seja qual for o nome. Rebeldes ou não, lançam suas modas e seus estilos diferenciados porque acreditam que sua identidade necessita de um nome, ou porque que imaginam encontrar, através desses grupos, respostas para seus questionamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso perguntar por que jovens e adolescentes procuram pelas tribos. É sabido que muitos buscam diferenciação por meio da imagem, mas, em meio às diferenças, sempre haverá algo de comum: o desejo pela liberdade e, sobretudo, o desejo de reter a juventude por meio de artifícios da aparência, como forma de rebelar-se contra uma padronização da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pintam os cabelos com cores exóticas, vestem roupas fora dos padrões, marcam os corpos com tatuagens e piercings, buscando atrativos que revelem sua ideologia pela sua aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pergunto: por que o mundo tem divisões? Por que os adolescentes, que deveriam se reunir e compartilhar suas peculiaridades, se escondem dentro de redemoinhos chamados de “tribos”? Eles crescem no paradigma da sociedade moderna, com uma visão única, aparentando ser os donos da verdade. Com isso, adiam a vida adulta, inseridos não só em grupos, mas no seu mundinho peculiar, criando distanciamento de tantas outras tribos, e principalmente a dos “seres humanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150924196454110?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150924196454110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150924196454110' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150924196454110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150924196454110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/05/tribo-um-artifcio-para-juventude.html' title='Tribo, um artifício para a juventude'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150955104448701</id><published>2004-05-05T08:38:00.000-07:00</published><updated>2005-03-22T08:39:11.046-08:00</updated><title type='text'>Os abutres incontáveis da nova era</title><content type='html'>Os abutres incontáveis da nova era&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido por Billy Wilder em 1951, A montanha dos 7 abutres é um filme que retrata fielmente a conduta jornalística dos tempos da máquina de escrever, e que se reflete hoje na era do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo mostra-nos como se comercializa, sensacionaliza e prostitui a notícia, para vendê-la como mercadoria a alto preço. A cobiça pela notícia é o foco principal, e por isso a menção aos abutres: os urubus famintos e insaciáveis das tragédias, que manipulam os fatos de acordo com seus interesses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos jornalistas fazem da notícia algo irreal, colocando a realidade longe da própria realidade. É o caso da montanha retratada no filme: tida como amaldiçoada pelos índios, é assim descrita pelo jornalista para dar maior dramaticidade à matéria sobre um operário preso a uma mina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O circo (simbologia da alegria) foi para a cidade, abusando da provável morte da vítima. De certa forma, todos se felicitam com a dor, assistem à dor e falam da dor alheia como algo comum. A morte e a violência são tão comuns que passam por nós como um acontecimento irreal, que não nos choca mais. A dor passou a ser uma brincadeira das redações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem abutres visíveis e invisíveis tanto no enredo do filme como na realidade vigente... Mas onde estão os abutres? Na notícia? Ou são aqueles que lêem a notícia e aceitam-na passivamente: Ou quem sabe os que fazem dela um produto a ser consumido e digerido sem consciência da verdade? Onde está a verdade da notícia? A verdade está em salvar vidas ou obter noticias? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não só o enredo principal que permite uma reflexão profunda sobre o jornalismo, a todo o momento o protagonista dita suas regras sobre o ele considera notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação se encontra em adiantado estado de mercantilização, não mais fazendo sentido senão como produto de uma indústria cultural, feita não mais para informar, mas apenas para ser consumida. E o mundo continua desabando em cima da verdade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150955104448701?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150955104448701/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150955104448701' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150955104448701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150955104448701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/05/os-abutres-incontveis-da-nova-era.html' title='Os abutres incontáveis da nova era'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150577674921000</id><published>2004-03-27T07:35:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T07:36:16.750-08:00</updated><title type='text'>Presságio</title><content type='html'>O trem atravessou esse espaço entre o pensamento e os sonhos&lt;br /&gt;E ao trabalho diário me conduzi, almejando entardecer.&lt;br /&gt;Porém, meus olhos se voltaram para toda condição humana.&lt;br /&gt;Roupa suja, mãos lavadas, braços nus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, descobri que a chegada do sol era o presságio para a vida.&lt;br /&gt;Um novo dia sobre outro dia que eu carregava nos ombros.&lt;br /&gt;E a única palavra ao acordar era tecida pelo galo no quintal&lt;br /&gt;A fim de que fosse o canto simbólico enviado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o apito do trem fazia-se sonata que meus ouvidos havia se acostumado&lt;br /&gt;Porque meus filhos cresciam no riacho que outrora me banhava&lt;br /&gt;Descalços sobre o chão que eu pisara&lt;br /&gt;Famintos...Sobre a condição que me encontrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anoitece!&lt;br /&gt;E tudo então é o que se passa nesse vagão.&lt;br /&gt;Que meus sonhos nunca esquecem...&lt;br /&gt;Esse vagão que todas as manhas é a porta para um novo dia de trabalho ou um novo recomeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150577674921000?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150577674921000/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150577674921000' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150577674921000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150577674921000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/03/pressgio.html' title='Presságio'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111151072196731574</id><published>2004-03-22T08:50:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T08:58:41.966-08:00</updated><title type='text'>A CRIAÇÃO</title><content type='html'>Certos gestos, certos tempos&lt;br /&gt;em que a mão cálida apalpou o ventre.&lt;br /&gt;Conota o tempo e denota os gestos&lt;br /&gt;Sobrepõe vertentes e te conduz ao céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas palavras, que brincam de roda&lt;br /&gt;que andam descalças, que amam e sorri.&lt;br /&gt;Conduzindo lentamente os anos a Deus&lt;br /&gt;enraizando com precisão os gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esses certos dedos, certas terras&lt;br /&gt;Arrida, alada, arada...&lt;br /&gt;Sobre o som daqueles que vivem sob ela&lt;br /&gt;nesse compasso interminável de estradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia levitas, no outro se assendeia&lt;br /&gt;se tua mão eleva-se, a outra em vão,&lt;br /&gt;Escreves minuciosamente e inconsciente&lt;br /&gt;persistes na obra: a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meditam, outros falam ou rezam&lt;br /&gt;A extensão não limita nenhum recalque.&lt;br /&gt;Mas na forma horizontal está o poente&lt;br /&gt;Certo de olhos na terra vertentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me pinto com as cores&lt;br /&gt;neutro gestos, gestos impávidos,&lt;br /&gt;que o tempo, da terra arranca&lt;br /&gt;E ninguém jamais desperta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CRIAÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111151072196731574?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111151072196731574/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111151072196731574' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111151072196731574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111151072196731574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/03/criao.html' title='A CRIAÇÃO'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150991463332865</id><published>2004-03-13T08:44:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T08:45:14.636-08:00</updated><title type='text'>Eu e o Caipira</title><content type='html'>Eu e o Caipira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu, a observar a pintura de Almeida Júnior, na sala de aula da Biblioteca Municipal no curso de produção de texto. A professora propôs que fizéssemos uma produção textual diante daquela arte. Eu que atentamente observava tudo, vi meus colegas, jovens e adolescentes, em diversas analogias...Enquanto alguns conversavam, riam, outros estavam inclusos em seus pensamentos. E eu taciturno e calado fazia similar expressão do "O Caipira Picando Fumo". Porém em minhas mãos, diferentes do Caipira, sustentavam papel e lápis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é bom saber que a arte nos proporciona viagens, ela nos leva para lugares passados e até um futuro as vezes inexistente, a estações diversas e algumas vezes é necessário o distanciamento para poder apreciar e entender a arte como acontece com as pinturas impressionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei alguns passos dentro de minha infância, fui no interior da Bahia e pisei aquele mesmo chão de barro. Lá vi crianças que brincavam inocentemente, sobre aquela areia que moudurava suas roupas, e que diante ao sol pareciam purpurinas. Vi as casas de taipas e as galinhas no terreiro que procuravam por réstias de vidas, nesse sertão que minguava a esfera da fome. Também vi pés descalços e o olhar distantes daqueles que jaziam conquistas e vi por muitas vezes a mão sobre o ventre carregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeida Jr, sabia o que estava fazendo com a composição daquela pintura, que estava diante dos meus olhos, e que por ela refletia um Brasil sem guerras, sem poluição e sem luxurias. N'alqum lugar o mesmo ar fresco que o entardecer e a natureza límpida jamais se esvaia nessa atmosfera nordestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum conflito, nenhum parente, nenhuma bomba... apenas eu, o Caipira e nossos sonhos. Sonhos que perpassavam as sombras cuja tarde mansamente conduzia-o a noite para contar estrelas, a fim que elas tornassem por um instante, cadentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos meus ouvidos, agora, aquela ópera e a ele a sonata dos pássaros e dos grilos. Nenhum sinal de fumaça, nem o fogo do café, nem o fumo acesso. Apenas a plantação e o homem... Diante do poeta a pintura e do pintor a criatura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro os olhos e percebo, que não há mais ninguém, todos já havia se despedido mas eu taciturno e calado não vejo armas, nem sangue, nem a dor. E se assim for, em nome da arte, convido-te a outras viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150991463332865?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150991463332865/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150991463332865' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150991463332865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150991463332865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2004/03/eu-e-o-caipira.html' title='Eu e o Caipira'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111150822279417562</id><published>2003-12-25T08:13:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T08:17:02.796-08:00</updated><title type='text'>Procura-se o espírito natalino</title><content type='html'>Procura-se o espírito natalino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer réstia, n'alguma sombra ou atrás dos rochedos, procura-se o espírito natalino, assim como almejar a chuva, assim como se desperta e sai a procura das manhãs ao olhar o sol, assim como quem suspira, ou murmura ou sorri.&lt;br /&gt;Procura-se: E há de haver em algum lugar sobre os bancos da praça ou estampados nos jornais algo que arranque lágrimas ou que toque no ventre humano.&lt;br /&gt;Procura-se por aquele velhinho, agora desnutrido, mas que outrora me fizestes tecer sonhos.&lt;br /&gt;Procura-se como quem abre todas as gavetas a fim de encontrar a chave.&lt;br /&gt;Procura-se como uma largata exposta ao sol e uma fogueira que aquece e ilumina.&lt;br /&gt;Procura-se nas mãos do poeta, nas vozes sinfônicas, nas luzes noturnas que enfeitam os olhos ou no pão saboroso.&lt;br /&gt;Procura-se de uma forma desvairada como se a essência do nada fosse a busca.&lt;br /&gt;Revira os lençóis da cama e põe do avesso essa estranha face. Compra-te um presente e põe na tua sala vazia para que a solidão não a perceba. E coloca tua meia a porta e toque os sinos.&lt;br /&gt;Então, procura como quem dança e não como se fosse uma busca constante de achar o inatingível.&lt;br /&gt;E de todos os lugares inócuos, invisíveis, irrisíveis e inúteis.&lt;br /&gt;A tua luz sem chama e o Teu eu que ocultas.&lt;br /&gt;Procura, mas procuras em si.&lt;br /&gt;Procura, mas não se tranque no quarto a ver a vida passar...Singela...Serena...Suave...&lt;br /&gt;Procuras, mas não te enrijeces...&lt;br /&gt;Procuras, mas não te esqueces de olhar o menino que caminha ou os pássaros que deslizam lentamente ao ar/céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111150822279417562?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111150822279417562/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111150822279417562' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150822279417562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111150822279417562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2003/12/procura-se-o-esprito-natalino.html' title='Procura-se o espírito natalino'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11609556.post-111151008577791870</id><published>2003-03-22T08:45:00.000-08:00</published><updated>2005-03-22T08:48:05.776-08:00</updated><title type='text'>Homens Rústicos</title><content type='html'>Homens Rústicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amam-se os homens como amam-se as flores&lt;br /&gt;e se exalam, e se eles rezam.&lt;br /&gt;Amam pela sabedoria e nunca pela descrença.&lt;br /&gt;Porque nela o amor é labirinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Purifica tua mão e teu semblante será perene&lt;br /&gt;Joga-te sobre a neblina e veras: Coragem.&lt;br /&gt;Amam-se os homens não pela força que medem&lt;br /&gt;mas pelas flores que crescem em seus ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ti, o vento será favorável e todas as estações,&lt;br /&gt;Serão consagradas sobre o livro dos teus frutos.&lt;br /&gt;A eles não caberão o poder das palavras&lt;br /&gt;Mas o verde que do ventre exprime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como o amor é muito mais que fruto e flores e ramos.&lt;br /&gt;Amam-se os homens pelo poder de ser&lt;br /&gt;de criar, procriar, responder&lt;br /&gt;Simplesmente consagrar-se: Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emiriene Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11609556-111151008577791870?l=jornalistameireles.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/feeds/111151008577791870/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11609556&amp;postID=111151008577791870' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111151008577791870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11609556/posts/default/111151008577791870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalistameireles.blogspot.com/2003/03/homens-rsticos.html' title='Homens Rústicos'/><author><name>Jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08877017274466243247</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
